Desafios da Montanha é uma cooperativa com o objectivo principal tentar suster a qualidade de vida da população, nomeadamente a da ilha do Pico.
Esta cooperativa teve início a 5 de Fevereiro de 2009 (relativamente recente), tendo a sua sede provisória na freguesia de São João, Rua da igreja, nº8-A, Concelho de Lajes do Pico. O seu atendimento situa-se no Centro de Informação do Parque florestal da mesma freguesia.
Tem ainda como objectivo valorizar as heranças culturais e pretende-se, no que toca ás comunidades da ilha, vivificar a economia familiar tradicional em todas as suas vertentes, com a adaptação á actualidade em que vivemos de modo a promover-se a divulgação dos seus produtos no local bem como, no exterior.
Um primeiro aspecto a ter-se em consideração relaciona-se com o espaço produtivo e a rentabilização do mesmo.
Os proprietários, na sua maioria envelhecidos ou emigrados, deparam-se com o problema da mão-de-obra, cujo preço se descolou da rentabilidade dos terrenos, por outro lado os jovens não são familiarmente ensinados para dominar os espaços que herdam das gerações anteriores. Por isso, a Cooperativa sentiu necessidade de investir em recursos humanos. Há que haver a necessidade de cativar-se o gosto dos jovens pela agricultura, dando formação adequada com especial atenção para a agricultura biológica ou tendencialmente biológica, que cada vez mais faz parte do nosso dia-a-dia.
Tenciona-se aprofundar a complementariedade da agricultura com a criação de animais que sejam alimentados de forma tradicional. Assim, além de valorizar-se as pastagens naturais para a criação de bovinos, tem-se a intenção de estimular a criação biológica dos animais domésticos que faziam parte da economia familiar nomeadamente, vacas da porta, porcos, cabras e galinhas. A própria cooperativa propõe-se a formar quintas pedagógicas, onde os animais poderão ser acompanhados no seu crescimento por visitantes, principalmente pelos mais jovens, ao mesmo tempo que é explorada a sua rentabilidade em moldes tradicionais.
Para a cooperativa, um dos sectores em que a intervenção parece mais urgente é do artesanato no ramo alimentar. Não esquecendo que além do clima e do exercício físico foi o tipo de alimentação que certamente contribuiu para a qualidade de vida das gentes do Pico ao longo dos séculos ( a maior longevidade conhecda para os séculos XVIII e XIX no mundo ocidental). Tenciona-se, ainda, difundir nos postos de venda desta cooperativa componentes para dietas alimentares mais saudáveis.
Estimular, enriquecer e divulgar o artesanato-peças, nomeadamente as rendas artísticas (pelas quais as mulheres do Pico receberam recentemente um prémio internacional), os bordados, a tecelagem, a cerãmica, os trabalhos em madeira, em escamas de peixe entre outros, fazem também parte dos objectivos da cooperativa.
Outro objectivo, não menos importante, é o fomento da cultura e da inovação em sentido amplo com a programação de várias publicações numa mini-série Pico-Poética e numa série Ciência, projecta-se estimular a criação de Museus Rurais, concretamente um Museu de Rendas e um Museu do Espírito Santo.
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